segunda-feira, 18 de abril de 2011

Humor e Auditório no Rádio Brasileiro

Estes tipos de programas criaram ídolos, na qual a imagem era reforçada pela presença nas chanchadas, que era o principal produto do cinema brasileiro da época, e também por apresentações feitas em grandes casas de espetáculo, a maioria eram cassinos (até serem proibido em 1946). De acordo com José Ramos Tinhorão: “Mistura de programa radiofônico, show musical, espetáculo de teatro de variedades a alcançar uma dinâmica de apresentação que conseguia manter o público dos auditórios em estado de excitação contínua durante três, quatro e até mais horas...”

Já em 1933, Celso Guimarães protagonizava um tipo de atração radiofônica que faria parte dos grandes programas de auditório. Na Rádio Cruzeiro do Sul, de São Paulo, inspirado no rádio norte-americano, ele cria um espaço para que novos talentos se apresentem.

Paulo Gracindo, que dividia suas atividades com radiodramaturgia, começou como apresentador noCalouros do Ary. Ocorre que Ary Barroso, além de músico, também era narrador esportivo, precisando ser substituído devido às transmissões de alguns jogos de futebol. Apesar de ter sido na Nacional que ficou famoso por ser apresentador.

Em 1945, Paulo Gracindo apresentava um programa de músicas carnavalescas na Nacional aos sábados à tarde, horário que desagradava o radialista. Obtendo sucesso crescente, César de Alencar que substituiu Paulo Gracindo, ganhou mais tempo com seu programa que era dividido em blocos de 25 minutos e cada um com patrocinadores diferentes.

O concurso Rainha do Rádio, que existia desde 1936, elegeu Linda Batista como

rainha, durante um baile pré-carnavalesco. Seu reinado manteve-se por uma década até ser transferido para sua irmã, Dircinha Batista. Que logo entrou em uma disputa histórica pelo título de rainha com a famosa Emilinha Borba, que venceu o concurso em 1953.








Surgiu em 1931, na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, com um programe-te de cinco minutos com o nome de Manezinho e Quintanilha. Os atores eram Arthur de Oliveira e Salu de Carvalho, que interpretavam os personagens em um diálogo que remetia sempre para uma comicidade de anedota. Ao longo de 30 anos, surgiram duplas humorísticas como Alvarenga e Ranchinho ou Jararaca e Ratinho. Assim, se popularizando fortemente na década de 40.

Teve como os principais programas do gênero: PRK 30, Edifício Balança Mas Não Cai, Tancredo e Trancado e Piadas do Manduca.

PRK 30 era uma sátira a tudo que se fazia no rádio da época. Começou na Clube do Brasil com o nome de PRK 20, depois passou pela Mayrink Veiga, Nacional e Tupi. Os dois atores faziam todas as vozes, quase sempre em textos entremeados de palavras inexistentes, absurdas até.

Balança Mas Não Cai foi idealizado para substituir o PRK 30, quando Castro Barbosa e Lauro Borges transferiram-se com o programa para a Tupi. Foi criado por Max Nunes, as situações cômicas ocorriam em um edifício. Um dos quadros mais famosos envolvia Paulo Gracindo, o Primo Rico, e Brandão Filho, o Primo Pobre.

Também para a Nacional, Giuseppe Ghiaroni cria Trancredo e Trancado, uma atração dos domingos à noite. Brandão Filho vive Tancredo e Apolo Correia faz o Trancado. Os personagens eram chamados para solucionar impasses, mas acabavam criando mais confusão.

O formato destes programas sobreviveria ao fim do rádio espetáculo. Esteve presente, para citar alguns exemplos mais notórios, nos anos 80 em atrações televisivas como TV Pirada, uma sátia à própia televisão, Escolinha do professor Raimundo, idelizada por Chico Anysio com a presença, além dele mesmo, de outros cômicos originários do rádio.

Um comentário:

  1. Acabei de ouvir sobre o assunto na radio Aparecida, o programa dos dexistas e quis me informar mais.

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